Falar que a arbitragem brasileira é ruim, isso todo mundo já sabe e está cansado de ouvir, é um problema de quase impossível solução. Tudo bem que errar é da natureza humana, mas persistir no erro e continuar cometendo-o é sinônimo de incapacidade. Nos últimos três jogos que acompanhei, presenciei erros grotescos cometidos por nossos árbitros e seus auxiliares.
Começo pelo jogo entre Goiás e Avai neste domingo no Serra Dourada, o arbitro gaucho Leandro Pedro Vuaden marcou uma penalidade máxima inexistente a favor dos goianos no 1º tempo e deixou de marcar um pênalti claríssimo no jogador Daniel do Avai e isso acabou influenciando no resultado da partida que acabou 1xo para o Goiás. Os outros dois jogos aconteceram na noite de ontem nos confrontos brasileiros pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana. A partida entre Atlético/MG e Palmeiras durante o 2º tempo enquanto o Palmeiras vencia por 1x0, em uma jogada do atacante Lincoln o arbitro carioca Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti para a equipe paulista, porém voltou atrás na sua decisão após conversar com seu auxiliar que disse ter marcado impedimento na jogada. Só que as imagens da Sportv mostram que em momento algum o auxiliar levantou a bandeira assinalando impedimento. Logo depois em uma bola alçada na área palmeirense foi marcado pênalti em Obina, pênalti este que não aconteceu porque Obina atira-se ao chão na disputa com o zagueiro. Os palmeirense reclamaram muito mas de nada adiantou, Obina cobrou o pênalti e igualou o marcador.
No outro confronto, Goiás e Avai enfrentavam-se pela 2ª vez em três dias. Nesse jogo estão os piores erros da noite, o Goiás vencia por 1x0 e no 2º tempo o Avai foi pra cima tentando o empate. Marcão derrubou Marcelinho dentro da área e Wilson Luiz Seneme marcou pênalti. Até aí tudo certo, mas ele devia ter expulsado o zagueiro Marcão que já tinha cartão amarelo, 1º erro. O Avai empatou o jogo e o jogo seguiu. Os catarinenses fizeram 2x1 e aí a arbitragem descambou de vez, em um contra-ataque avaiano o zagueiro do Goiás ao tentar roubar a bola acabou passando-a para o atacante adversário livre dentro da área, o Avai fez o gol, mas o auxiliar Ednilson Corona marcou impedimento. Agora eu pergunto, desde quando existe impedimento quando o defensor passa a bola para o jogador adversário? E para fecha com chave de ouro o show de erros, aos 48 minutos do 2º tempo o Goiás empatou a partida em um cruzamento no qual Rafael Moura utilizou as mãos para dominar a bola. E eu pensei que somente os goleiros podiam usar as mãos. Isso mostra a vergonha que é a arbitragem brasileira.
